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          Para existir amor tem de haver qualidade. Não podemos amar aquilo em que não reconhecemos qualidade: o bom, o belo, o bem. Existem categorias a que damos valor e são elas que são necessárias para as nossas escolhas da vida. Se procuramos no outro a qualidade, isso significa que já somos, ou nos tornámos, emocionalmente adultos. Mas também é verdade que o amor não comporta a dependência: amar é sermos livres e criarmos liberdade para o outro.

          Por tudo isto, não devemos evitar romper um compromisso que nos aprisiona e em relação ao qual já não reconhecemos qualidade. O prazer de estar junto do outro faz parte daquilo que consideramos necessário para manter uma relação afetiva e esse prazer exprime-se, por exemplo, na existência de uma dinâmica de crescimento que partilhamos com um outro ser.

          A palavra de ordem deste novo milénio, em termos do amor, é a parceria. Começamos a perder o medo de ficarmos sozinhos e começamos a aprender a amar de uma forma mais adulta, na qual amamos, não por necessidade, mas, sim, por opção. Já não procuramos um salvador ou salvadora, mas, antes, um companheiro. São dois seres na sua integralidade que se aproximam e escolhem caminhar numa mesma estrada.

 

 

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