7.
A consciência do amor
implica maturidade emocional. Não nascemos a saber amar. O amor é uma aventura,
uma progressiva descoberta, uma revelação, que podemos associar a um
progressivo autoconhecimento. Podemos morrer sem nunca termos experimentado o
amor na sua condição essencial.
E, tal como a vida se
expressa em movimento, também assim acontece com o amor. Para alimentarmos o
amor, precisamos de sermos capazes de acrescentar algo novo a cada dia à dinâmica
de uma relação. Caso contrário, tornamo-nos repetitivos e isso conduz à
estagnação que é o contrário de movimento.
Caminhar para a
liberdade é irmos no sentido do que a vida nos propõe. É sermos fiéis ao
movimento de contínua transformação. Sem resistências, é estarmos atentos,
através das crises de cada dia, ao revelar das nossas potencialidades, e ao nosso
contínuo e progressivo autoconhecimento. Se numa relação tentarmos interromper
esse movimento, impedindo o outro de ser fiel a si próprio, obviamente que a
relação está condenada à morte. Porque já não segue o fluxo do movimento e da
evolução.
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